sexta-feira, outubro 05, 2007

Conteúdo livre é possível?

Você pode imaginar uma empresa de telefonia, que oferece serviço telefônico de qualidade para seus usuários e não cobra nada por isso? A nenhum deles? Pois bem, ela existe. E sobrevive muito bem.

A Blyk é uma operadora de celular da Inglaterra, dirigida aos jovens dos 16 aos 24 anos, que oferece, totalmente grátis a seus clientes, um pacote mensal com 43 minutos de ligação mais 270 mensagens de texto. A sua receita é baseada em propaganda e pesquisa de mercado.

O modelo da Bylk não é inovador. Sua estratégia de mercado não é diferente, por exemplo, das emissoras de TV aberta ou dos hoje populares jornais gratuitos. O grande lance da empresa é conseguir viabilizar esse modelo dentro do segmento de telefonia.

A Playboy.com, dos EUA, está reformulando de forma radical sua estratégia. A empresa viu que o conteúdo fechado do site afasta a audiência e não gera receita suficiente para mantê-lo. E que, em paralelo a isso, a circulação da edição impressa caiu 13% desde o início do ano. Qual a solução? Vai acabar com o conteúdo pago e cortar a circulação da edição impressa para ampliar a receita com a publicidade on-line.

Os consumidores mudaram. O jeito de consumir mídias e serviços também mudou.

E enquanto muitas empresas já estão mudando. Outras continuam reclamando.

"We have a very strong print product, but there is a revolution that is taking place around us. There is a very dramatic change in the way the consumer is consuming media."

Bob Meyers, president of the media group at Playboy



Fontes:

Advertising Age: www.adage.com/mediaworks/article?article_id=120833&search_phrase=playboy em 05/10/2007.

Bylk:https://www.blyk.co.uk em 05/10/2007.

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