quarta-feira, dezembro 27, 2006

Propaganda e arte

Muitos de vocês já devem ter escutado uma nova música do cantor Seu Jorge, Eterna Busca, onde ele cita a cachaça Sagatiba. O caso está gerando polêmica em alguns blogs como o UpDateOrDie e o Pensar Enlouquece . A música está sendo chamada de jingle, Seu Jorge está sendo chamado de rei do jabá. E por aí vai.

Internacionalmente temos um exemplo recente que não gerou tanta polêmica assim. O
Absolut Kravitz. Nele a Absolut contratou o cantor Leni Kravitz para fazer uma música sobre as suas impressões da bebida. A mensagem é sutil. A marca não é citada em nenhum momento na música. A campanha conta com um site muito legal que além de disponibilizar a música e o vídeo clipe, trás mais um monte de informações. Vale à pena conferir.

Não resta dúvida que o patrocínio da arte sempre foi um tema polêmico o que não impede a convivência saudável entre ela, a arte, e a nossa propaganda. O fato é que quando existe uma interferência explícita, pouca adequação ao contexto, onde o patrocinador se destaca mais do que peça. Aí sim esse patrocínio incomoda. Seja em um show, seja em uma pintura, em uma peça de teatro, ou em uma simples música.

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