Você vai esperar pelo seu filho?
No mês passado li um comentário do CEO do Google, Eric Schmidt a respeito do desconhecimento por parte dos políticos americanos da força da internet. Ele afirmava que os políticos dos EUA precisam reconhecer o impacto que a grande rede pode causar no resultado de uma eleição.
Um trecho da sua entrevista ao Jornal Britânico Financial Times ele observou - "Muitos políticos não entendem muito bem o fenômeno da internet. Em parte pela idade. Em geral, o que eles sabem da internet é o que aprenderam com os seus filhos”.
Na sua entrevista ele comenta que a atual geração de políticos de lá (podemos até generalizar) possui intimidade com os meios eletrônicos tradicionais como o rádio e a TV. Estes dois veículos estão presentes nas suas vidas desde a juventude. Isso facilita o entendimento das implicações e potencialidades destes dois meios, assim como a sua atuação e utilização nas campanhas publcitárias.
E ele termina com uma provocação – “Se a televisão criou a atual geração de políticos, o que a internet fará com a próxima?”.
A declaração de Schmidt me fez entender um pouco a resistência e os paradigmas, não só dos políticos, mas de grande parte dos anunciantes e profissionais de propaganda. Quando eles nasceram não havia internet em casa. E quando havia era só para bater papo e passar e-mail.
Pois bem, eles não conhecem a internet, sua implicações, seu poder de informação, propagação e, principalmente, o seu baixo custo. Orkut, Second Life, Trama Virtual, Youtube, blog, Flickr, Wikipedia, são até conhecidos, mas talvez com pouca profundidade. Eles não estão presentes no cotidiano do anunciante como novela, encarte, GRP, ibope, tablóide.
Internet banner pode ser, mas Advergames e Adwords, nem pensar. O primeiro deve ser um novo vídeo game e o outro mais um desses editores de texto genérico. Será?
E você, vai aprender agora ou esperar pelo seu filho?
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