terça-feira, julho 25, 2006

FIDELIDADE SÓ FAZ BEM

No início desse último mês de julho, a Bullet abriu mão de um grande cliente em nome da fidelidade. Pulou fora do mercado de concorrências por job em nome do relacionamento duradouro com seus clientes. Acredita que com esse novo modelo conseguirá melhorar o sistema operacional da empresa assim como o seu faturamento.

Pode ser que não seja tão difícil. Segundo uma última pesquisa realizada pela AMPRO (Associação de Marketing Promocional), o faturamento do mercado de marketing promocional em 2005 foi da ordem de R$ 18 bilhões, com crescimento de 30% em relação ao ano anterior. Um desempenho de causar inveja a muitos outros setores.

Essa mesma pesquisa, realizada com 100 empresas do ranking das Melhores e Maiores da revista Exame, trouxe outro dado positivo, mostrou o aumento do leque de ferramentas promocionais utilizadas por parte das empresas. Ou seja, não é só o montante investido que está crescendo, o mercado está enxergando o marketing promocional de uma forma mais estratégica e profissional.

E é claro que todo esse movimento reflete de forma direta nos serviços oferecidos pelas agências de promoção. Criatividade, estrutura e capacitação são as palavras da vez. Mas como todo mundo sabe, tudo isso custa dinheiro. Investimentos. Em pessoal, equipamentos, etc. Então, como minimizar o risco e garantir o retorno financeiro desse investimento em um mercado que trabalha basicamente por job e não por contas?

A resposta é posicionamento. Posicionamento por parte das próprias agências de promoção. Como falou Guilherme Milnitsky, da PlanoTrio, as agências devem deixar de ser uma parceiro tático para se tornarem um parceiro estratégico. Parar de enxergar a ação promocional de forma pontual. Não é só fazer a promotora no ponto de venda ou o camarote do evento. É ir além da ação promocional pela ação promocional. É ir além do briefing pelo briefing. A colaboração está cada vez mais estratégica e com isso é impossível garantir um bom retorno com um envolvimento superficial e de curto prazo.

A Bullet não é primeira a tomar esse posicionamento. A The Marketing Store Brasil, por exemplo, prevê um cenário de 33% de crescimento no faturamento deste ano continuando com a sua política de só atender a contas e não jobs.

Muitos clientes já estão percebendo que fidelidade entre agência e cliente só faz bem para o negócio. Para o negócio do cliente, para o negócio das agências também. O mercado agradece.

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