quinta-feira, junho 25, 2009

Não é mais a idéia de propaganda, é a idéia que pode virar propaganda.

Após um tempo sem postagens, estamos novamente aí para comentar sobre comunicação. Já estava com alguns temas em pauta, mas hoje, uma frase em particular me chamou atenção. É essa que dá o título do post: “não é mais a idéia de propaganda, é a idéia que pode virar propaganda”.


Li no post da Fernanda Romano sobre a cobertura do Festival de Cannes. É a frase que circula nos corredores do festival. Auditórios vazios, computadores com fila. E nas filas, iPhones na mão. Corredores de Promo, Direct e Design mais concorridos que TV.


É, os tempos mudaram. E o Pitaco-1 está de volta.

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Um trailer de filme ou uma comercial pra TV?

Tudo começa com o logo da 20th Century-Fox e aquela profunda voz masculina. De repente, um mocinho é visto se tele transportando pelos mais diversos locais incluindo carros, penhascos e torres de edifícios.

Até aí, nada de novo. Mais um trailer de filme.

Logo nas primeiras cenas, o protagonista senta na frente de um sofá para assistir TV. Na tela, Serena Williams fala sobre seu computador HP mostrando suas principais novidades.

Até aí, nada de novo também. Mais um trailer de filme com merchandising de produtos, utilizado como comercial. Feito o da VW para “O Ultimato Bourne”, em julho passado.

Mas, não se trata de uma adaptação publicitária ou um merchandising dentro de um trailer. É uma peça híbrida de verdade. É o trailer de lançamento de um novo filme, Jumper, que será lançado em fevereiro deste ano. E também é um comercial de um novo computador. Uma casadinha entre a Fox e a HP.

O legal na peça da HP, ou da Fox, é que quando o merchandising começa, o protagonista se tele transporta para dentro do comercial e começa a interagir com os elementos. O trailer, ou comercial, foi filmado pela Fox, cedendo os seus atores e o os seus estúdios.

Uma peça que consegue comunicar produtos e marcas, misturando publicidade e entretenimento de forma competente, sem deixar vestígios da linha

Assistam abaixo. O primeiro filme é o da HP e o segundo é o da VW.







terça-feira, dezembro 18, 2007

iClone

No próximo dia 29 de dezembro completam-se 6 meses do lançamento do telefone celular mais cobiçado de 2007. O iPhone chegou ao mercado barbarizando com belíssimo design e novidades como a sua ampla tela sensível ao toque (multitouch) e a habilidade para reproduzir vídeos, músicas e fotos em altíssima definição.

Pois é, mas a concorrência em tempos globalizados também não deixa o telefone no gancho. A Wired publicou nesta semana a relação dos melhores clones do iPhone. É isso, mesmo. E não estamos falando de clones “genéricos”. São marca conhecidas como Samsung e LG que estão lançando aparelhos próprios que, digamos assim, lembram muito o original.

Lembram, apenas. Nos testes de uso, as falhas se mostram e algumas funções prometidas não conseguem cumprir o seu papel. Se imitação for sinal de admiração, a Apple consegue ser mais uma vez a marca mais admirada do planeta.




terça-feira, novembro 20, 2007

Amenta receita publicitária dos Jornais

Embora a circulação de quase totalidade dos jornais impressos pagos esteja caindo velozmente, reduzindo as receitas de publicidade, parece existir uma luz no fim do túnel. E a luz vem de um personagem que por muito tempo foi considerado o vilão da toda essa estória. As versões digitais dos mesmos jornais.

Pois bem, A NAA - Newspaper Association of America, divulgou esta semana que os gastos em propaganda nos jornais digitais no terceiro trimestre deste ano atingiram a cifra de 773milhões de dólares. Um crescimento de 21,1% em relação ao mesmo período de 2006. As versões on-line chegam a representar hoje quase 10% de toda a receita.

E a distância tende a aumentar cada vez mais. Proporcionalmente este valor cresce dos dois lados. As versões impressas no mesmo período tiveram queda de 7,4%.

O desafio agora é manter o controle sobre as negociações dos anúncios e não perder espaço para os links patrocinados do Google e do Yahoo.

quinta-feira, novembro 08, 2007

gPhone - O telefone do Google


Em março deste ano a imprensa internacional anunciou que o Google estava trabalhando em um sistema operacional para celulares através da Android, uma empresa de tecnologia adquirida em 2005 (Businessweek Ago/2005).

Desde lá, o mistério, construído em cima de especulações e Photoshop (O Globo e Googlediscovery), foi revelado na imprensa internacional esta semana (AdAge). O gPhone não se limita a um aparelho de telefonia celular de US$ 100,00. É muito mais do que isso.

O projeto é uma plataforma que envolve vários modelos de aparelhos adotados por alguns fabricantes, como a HTC e a Samsung, habilitados com tecnologias da Google, como um sistema de monitoramento GPS, o serviço de mapas GoogleMaps e os aplicativos Docs, Gmail, entre outros. Todas as ferramentas do Google disponíveis em um aparelho celular.

Já pensou? Você acorda com fome no meio da noite. Pega seu gPhone, fala “Pizza” e o serviços lhe indica algumas pizzarias que podem fazer entrega pra você naquele momento. Não será necessário informar se você está na sua casa, na casa da sua namorada, em uma outra cidade ou até mesmo fora do país, pois o serviço tem monitoramento GPS.

Você vai poder consultar os sites das pizzarias, escolher os sabores e opções de pagamento, selecionar a que mais lhe agradar, ligar (ou clicar, ou tocar na tela, sei lá) e efetuar a compra. Tudo pelo gPhone.

Para o mercado de comunicação, o gPhone promete uma série de novos modelos e possibilidades para publicidade na telefonia móvel. O serviço permitirá um grande número de novas aplicações incluindo download, ligações e consultas com links patrocinados para compensar os custos do consumidor. Um verdadeiro universo de possibilidades.

O elo de ligação que faltava entre on-demand e on-drive. Acesso fácil a informação que você quer a onde quer que você esteja.

Segundo analistas, a Google pretende abocanhar com o projeto perto de 5 Bilhões de dólares em receita nos primeiros 3 anos de funcionamento.

sexta-feira, outubro 19, 2007

Parece que sim


Há cerca de 1 mês atrás o New York Times anunciou a abertura do conteúdo do TimesSelect Web, que cobrava U$ 9,95 por mês ou U$ 49,95 por ano para dar acesso a artigos de colunistas, ferramentas customizaveis e arquivos desde 1851. Com isso, a maior parte do site do jornal ficou aberta a todos os usuarios, exceto o acesso aos arquivos de 1923 a 1986 que continua sendo cobrado.

A expectativa é a mesma da Playboy.com citada no post anterior. Ou seja, aumentar a visitaçao ao site e gerar um volume de receita com publicidade capaz de superar a receita com assinantes.

Parece que a estretégia deu certo. Um mês depois de ter aberto o acesso ao serviço TimesSelect, o New York Times registrou espantoso aumento de audiência na web. O serviço mais do que dobrou o numero de unique visitors - de 246 mil visitantes para 560 mil. O crescimento do trafego ocorreu em todo o site do jornal - o numero de usuarios unicos subiu, no geral, 10% em 1 mês.


sexta-feira, outubro 05, 2007

Conteúdo livre é possível?

Você pode imaginar uma empresa de telefonia, que oferece serviço telefônico de qualidade para seus usuários e não cobra nada por isso? A nenhum deles? Pois bem, ela existe. E sobrevive muito bem.

A Blyk é uma operadora de celular da Inglaterra, dirigida aos jovens dos 16 aos 24 anos, que oferece, totalmente grátis a seus clientes, um pacote mensal com 43 minutos de ligação mais 270 mensagens de texto. A sua receita é baseada em propaganda e pesquisa de mercado.

O modelo da Bylk não é inovador. Sua estratégia de mercado não é diferente, por exemplo, das emissoras de TV aberta ou dos hoje populares jornais gratuitos. O grande lance da empresa é conseguir viabilizar esse modelo dentro do segmento de telefonia.

A Playboy.com, dos EUA, está reformulando de forma radical sua estratégia. A empresa viu que o conteúdo fechado do site afasta a audiência e não gera receita suficiente para mantê-lo. E que, em paralelo a isso, a circulação da edição impressa caiu 13% desde o início do ano. Qual a solução? Vai acabar com o conteúdo pago e cortar a circulação da edição impressa para ampliar a receita com a publicidade on-line.

Os consumidores mudaram. O jeito de consumir mídias e serviços também mudou.

E enquanto muitas empresas já estão mudando. Outras continuam reclamando.

"We have a very strong print product, but there is a revolution that is taking place around us. There is a very dramatic change in the way the consumer is consuming media."

Bob Meyers, president of the media group at Playboy



Fontes:

Advertising Age: www.adage.com/mediaworks/article?article_id=120833&search_phrase=playboy em 05/10/2007.

Bylk:https://www.blyk.co.uk em 05/10/2007.

quinta-feira, setembro 27, 2007

Você compra o que quando assiste a um filme? A mídia ou o conteúdo?

(uma reflexão sobre a indústria cinematográfica e o fenômeno de buzz marketing Tropa de Elite)


No começo, para você assistir a um filme, era preciso um longo rolo de filme e uma geringonça maior ainda para passar. Como tudo era muito grande para por na sala. Você tinha que ir ao cinema.


Depois aquele rolo, que era bem grande, foi ficando menor, menor, menor. Tão pequeno que chegou a caber em um aparelho do tamanho de duas caixas de sapato. O filme virou fita e agora cabe na sala, junto da televisão. Inventou-se o vídeo cassete. E você comprou.


Tempo depois, um outro cara conseguiu deixar essa caixinha ainda menor, e a fita que continha o filme virou disco, menor, mais fininha e com um monte de recursos novos. Inventou-se o DVD. E você e mais um monte de gente, também comprou,


Só que o disquinho do DVD também funciona no computador. E o computador é amigo da internet que pode conversar com muitos computadores. E as pessoas conectadas a estes computadores começaram a assistir o mesmo filme, sem precisar comprar a película, a fita ou o disco.


Aí, o pessoal que ganhava muito dinheiro vendendo e distribuindo filme, fita ou disco, começou a reclamar porque a galera percebeu que o filme, que virou fita e depois disco, é na verdade um conteúdo e não a mídia que o transporta ou distribui.


O pessoal que ganhava dinheiro vai continuar reclamando até o negócio não dá mais dinheiro. E o pessoal que gosta de cinema, vai continuar gostando. Como sempre, mais do conteúdo e menos da mídia.

segunda-feira, junho 18, 2007

Menos tempo fazendo anúncios e mais tempo criando negócios.

A AdAge publicou um artigo este mês que confirma uma nova realidade do mercado publicitário. Uma boa parte das agências estão gastando mais tempo criando novos negócios do que anúncios. E do outro lado, os clientes ficam cada vez mais satisfeitos com essa nova postura.

E quando falamos em boa parte, leia-se, a melhor parte. Ou a parte considerada mais criativa e de vanguarda. Na lista temos da queridinha Crispin Porter & Bogusky até a menos conhecida The Brooklyn Brothers.

O fato é que administrar marcas, desenvolver campanhas criativas, defender conceitos e posicionamentos estratégicos não faz mais tanta diferença. Do mesmo modo que apresentar novas oportunidades de mídia, formatos de ativação da marca, gerar buzz marketing, MIRP, viral, etc, logo irá se tornar commodity também.

E como qualquer cliente, os clientes de propaganda também querem sempre mais. E esse mais tem obrigatoriamente gerar novos negócios. Buscar dinheiro novo. Dar lucro de forma criativa. É esse o conceito do creative profit (lucro criativo).

"We are a creative enterprise -- we use creative to create profit."
Paul Parton – Brooklin Brothers

Empresas criativas que utilizam a criatividade para gerar lucro. Essa é a ordem do dia.

quarta-feira, maio 16, 2007

E as agências, continuam agências?

Após uma disputa apertada com a Microsoft Ad, Yahoo! ganha concorrência da conta de propaganda mundial da Nike. Google Publi ficou fora da disputa pois detem a conta da Adidas.

Parece loucura não é? Mas a publicidade online ainda vai dar muitas voltas nos próximos 5 anos. E quando falo em publicidade online, entenda-se possibilidade de impacto de uma marca anunciante em todos os equipamentos que podem ser considerados terminais de conexão com a internet, independente de como os chamamos hoje.

Telefone, computador, palm, smartphone, notebook, televisor de sala, geladeira, etc. Todos terão funções muito próximas, mas com o design adequado ao uso principal. Por exemplo, a TV da sala vai ter cara de televisão, porém vai realizar chamadas telefônicas (tele-conference) e acessar e-mails. O Celular pode continuar com cara de telefone, mas também vai servir para asistir TV e ouvir música. E por aí vai.

Acesso total. Tudo e todos conectados. Comunicação 1to1, intertiva e mais dirigida do que nunca. Um universo de possibilidade de interação entre anunciante e cliente com a audiência real, medida em tempo real. Um sonho para as agências.

Agências ou empresas de tecnologia?

No começo de abril, o Google anunciou a compra da DoubleClick, uma empresa de publicidade online, por US$3,1 bilhões. Em resposta, o Yahoo! anunciou um acordo para assumir o controle da Right Media, outra empresa de publicidade online baseada em Nova Iorque. Com a transação, no valor de US$680 milhões, o Yahoo! completa a participação de 20% que já tinha na Right Media desde o ano passado, e escreve mais uma página na briga com o Google pelo mercado de anúncios na Internet.

A Microsoft também não está por fora. Comprou a empresa européia de propaganda em celulares ScreenTonic. O objetivo é ganhar espaço no crescente mercado de publicidade para telefones móveis. No entanto, a maior produtora mundial de software não revelou os termos financeiros do acordo.

A tecnologia já está aí. Os anunciantes estão mudando a cultura. E as agências, continuam agências?

segunda-feira, março 19, 2007

Você já ouviu falar em Buzz Marketing? E em NPS?

Muito se fala em Buzz Marketing, valor do cliente e coisa e tal e muito pouco se sabe o quanto isso realmente vale. Menos ainda o que fazer para que a satisfação amplifique a divulgação de uma marca e incremente o crescimento dos negícios.

Pois bem, foi com o objetivo de ampliar o crescimento e a divulgação da marca com base no valor do cliente que foi criada a NPS – Net Promoter Score, em português: Pontuação Líquida de Promoção. O indicador de promoção da marca por parte dos clientes.

A NPS surgiu de uma simples pesquisa realizada pela GE com sua base de clientes com uma única pergunta: “Você indicaria os produtos ou serviços dessa empresa a um amigo ou conhecido?”. As respostas foram divididas em uma escala de 0 a 10, indo do “com certeza” ao “de jeito nenhum”.

A pesquisa detectou que os clientes com resposta 10 e 9 eram os responsáveis por 80% das indicações e a principal fonte de Buzz Marketing da empresa. São os PROMOTORES. Verdadeiros vendedores informais da marca.

Os clientes com notas entre 8 e 7 foram denominados de PASSIVOS. São os clientes passivamente satisfeitos. Gostam da marca, mas não fazem nenhum esforço de propagação.

As notas abaixo de 6 representam o grupo dos DETRATORES da marca. Menos dispostos a voltar a consumir e às vezes muito insatisfeitos, esse pessoal é responsável por 80% da propaganda boca-a-boca negativa.

A NPS de uma empresa nada mais é do que a percentagem de PROMOTORES menos a percentagem de DETRATORES. Certo. E daí?

E daí que os pesquisadores da Bain & Company, nos EUA, concluíram que um aumento de 12 pontos da NPS equivale a dobrar a taxa de crescimento de uma empresa. Já a London School of Economics em um estudo com 4 setores do Reino Unido detectou que um aumento de 7 pontos na NPS vale um ponto a mais na taxa de crescimento programada.

Independente das correlações, o fato é que a qualidade no relacionamento com os consumidores pode ser, de fato, a principal fonte de Buzz Marketing de uma marca e ainda afetar de forma positiva a saúde financeira de uma empresa.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

A TV Digital já era

Segue abaixo um comentário muito interessante de Aliwton (redator do Gruponove) sobre o artigo publicado por Silvio Meira em sua coluna do Globo.com. Segue o texto:

"TV digital já era. Antes mesmo de ter sido. A TV do futuro está mais pra YouTube do que pra DirecTV. Se tem tanta gente grande apostando pesado em outra plataforma, é porque o negócio é sério. Na verdade, o que muda mesmo é que o YouTube sai do computador e vai pra TV. E, nesse mundo de conteúdo gerado por todo mundo e audiência fragmentadíssimaíssima, não há dúvida de que o advertainment é um caminho sem volta. Ou a campanha é boa e tem conteúdo, de forma que as pessoas queiram vê-la, ou é possível que simplesmente não tenhamos onde anunciar. Acho que vai ser a pá de cal que faltava sobre a propaganda enfiada goela abaixo."

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Youtube de ringtones

O Phonezoo é um site novo lançado nos EUA. Um Youtube de ringtone. O formato e o funcionamento são bem parecidos com o nosso conhecido site de vídeos. Você cria um usuário e senha da mesma forma, com o adicional do cadastro do aparelho celular, incluindo número e modelo.

Você pode procurar os ringtones pela busca. Além de conferir o som pelo site o usuário ainda pode configurar volume, fade in, fade out, tempo do toque, ou criar o seu próprio toque. Depois é só enviar diretamente para o celular sem pagar nada.

Assim como no Youtube todo o acervo é postado pelos usuários. Além dos toques o site também armazena samples e outos tipos de formato de áudio. O projeto ainda está em teste e o serviço só é garantido para os Estados Unidos. Vale a pena conferir.

terça-feira, janeiro 30, 2007

Pode desligar que eu vou brincar de outra coisa.


O que está acontecendo com os executivos da TV aberta? Será que foi preciso Bill Gates afirmar em Davos na semana passada estar "espantado ao ver que as pessoas não percebem que, daqui a cinco anos, todos vão rir do que temos na TV hoje.."?

E uma boa parte do mercado publicitário prafrentex ainda clama: "Isso é coisa dos profetas do apocalipse". Como já escutei do diretor de criação de uma renomada e premiada agência paulista de propaganda "tradicional" (que coisa mais careta) em um caloroso discurso de campeão de um renomado festival de publicidade nacional no ano passado.

Não precisa ler o novo post do blog do jornalista Roberto Andrade no Mosca Digital (brincadeira, recomendo que seja lido :-) ) para enxergar a inércia dos executivos da TV aberta brasileira diante da progressiva falência dessa mídia. Será que esse pessoal assiste o produto que eles próprios produzem?

Dia desse observei um comentário de minha enteada Malu, de 4 anos, após assistir a um Show da Turma do Cocoricó na Tv Cultura em uma tarde de domingo.

Quando o programa terminou, ela me pediu para repetir, pois começamos a assistí-lo já perto do final. Respondi que não era possível. Ela desolada olhou para mim e disparou: "Televisão é ruim né? Nem repete. Pode desligar que eu vou brincar de outra coisa.".

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Advergames crescem 102% em 4 anos

Muita gente acredita que quem brinca com os games online está jogando seu tempo jogado fora. Pois bem, o mercado anunciante está disposto a pagar horrores por esse tempo perdido.

Posicionando-se como uma das ferramentas promocionais que mais cresce na Internet, os games online, muitas vezes disfarçados de propaganda (advergames), já faturam US$ 150 milhões em espaços de divulgação, segundo notícia do The New York Times.

A matéria analisa o desempenho da publicidade em sites que disponibilizam jogos online, tomando como base uma pesquisa realizada pela norte-americana DFC. O resultado mostrou que houve em 2006 um crescimento de 102%, em comparação com 2002, no montante de dinheiro destinado pelos anunciantes.

Diferentes dos jornais e das revistas, o público consumidor dessas mídias cresce bem acima das taxas de natalidade. Segundo a mesma pesquisa, cerca de 65,9 milhões de americanos participaram de jogos online no ano passado. Em 2005, eram 58,4 milhões de jogadores.

Para muita gente deve ser estranho trabalhar em um mercado onde anúncios em video-game crescem mais do que os de jornal.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Lovemarks e o pirão de cada dia

As empresas de comunicação utilizam muito pouco da sua criatividade para tentar conseguir novas contas. Repetições de algumas ações já manjadas acontecem bastante. Convite de almoços, festas, brindes, presentinhos. Formatos interessantes, até criativos, mas muito pouco estratégicos como, por exemplo, o fenômeno Lovemarks, um verdadeiro case do CEO Kevin Roberts, da Saatchi & Saatchi.

Há 3 anos atrás, quando o livro foi lançado, Roberts recebeu uma saraivada de críticas por parte do mercado publicitário internacional e da imprensa especializada por ter dedicado boa parte do seu tempo para divulgação do seu livro. Com isso, disseram que ele estava desviando o foco da sua função, que ele agora só queria saber de ser escritor, estava deixando a S&S em segundo plano e ficando sem tempo para ir a festas ou almoçar com prospects. Fazendo corpo mole na batalha pelo pirão de cada dia.

Pois bem. O primeiro lance da virada aconteceu em setembro do ano passado quando a AdAge anunciou “Inside JC Penney's $430 Million Move to Saatchi & Saatchi”. O anunciante de quase meio bilhão de dólares deixou a DDB após mais de 6 anos de convivência por causa sabe do quê? Daquele livro que o "irresponsável" do Kevin perdeu tempo divulgando.

Nesta semana a mesma revista reconhece que Lovemarks é a melhor ferramenta atual de prospecção e geração de novos negócios do mercado publicitário internacional. Em paralelo ela também divulga a nova empreitada de Kevin Roberts, o segundo livro da série: "The Lovemarks Effect: Winning the Consumer Revolution". Em uma entrevista com Jonah Bloom (aqui), editor chefe, Roberts disse que os livros são a primeira fase de um projeto de 10 anos de mudança da filosofia interna da empresa e reposicionamento da imagem exterior da agência do Grupo Publicis.

Talvez se as agências se preocupassem menos com a farinha poderiam garantir o seu pirão de uma forma mais criativa.



Baixe o Preview em PDF nos links abaixo:
Lovemarks Book ......................... Lovemark Effects
................

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Remuneração Long Tail

Grande parte do conteúdo da internet já é gerado pelos próprios internautas. Aplicação prática dos conceitos da internet 2.0. Uma mudança nos hábitos que ainda vai gerar muitas outras mudanças e tendências no universo da comunicação. Não só no que diz respeito à geração de informação, mas também na forma de anunciar, investir e faturar.

Nesse cenário temos uma nova tendência emergente que está sendo detectada em função dessa inversão democrática de autoria e controle de conteúdo. Não é propriamente uma mudança, mas sim uma conseqüência de todo esse movimento.

Os atuais consumidores da grande rede geram e consomem seus próprios conteúdos, movimentando um mundo de informação nos mais diversos segmentos. Não há dúvida que todo esse conteúdo espontâneo é um grande gerador de audiência e muito provavelmente poderá ser o maior, em um futuro bem próximo.

Não precisa trabalhar com comunicação para saber que audiência é dinheiro. Eis que surge como tendência à possibilidade de recompensa e até de remuneração dessa audiência que se constrói de maneira descentralizada.

Esses talentosos consumidores geradores de conteúdo serão procurados pelos anunciantes, portais e sites em geral, gerando uma avalanche de programa de recompensas, renda compartilhada de negócios e até mesmo simples presentes para remunerar esses consumidores criativos.

Essa fusão da remuneração com o conteúdo gera valor em duas frentes. A primeira é na capitalização do espaço de divulgação da mensagem. Mídia pura e simples que iremos chamnar de ESPAÇO.

A segunda é quando o próprio conteúdo da mensagem, de forma intencional ou subliminar, é favorável, gera consciência ou simplesmente dá recall à determinada marca. Este frante chamaremos de CONTEÚDO.

A primeira frente (ESPAÇO) fica evidente quando pegamos como exemplo a Google, em particular o
GoogleVideo. O site já possui um projeto experimental que oferece parte da renda dos links patrocinados, independente dos cliques, aos autores dos vídeos mais populares.

Ora, se um cara publica um vídeo que consegue uma audiência maior que um capitulo da novela das 8, alguém está ou poderá ganhar algum dinheiro com isso. E nada mais justo que esta receita seja dividida com os autores.

Ainda dentro do universo do vídeo, invertendo a lógica, temos o
YouTube. Recentemente adquirido pelo Google por módicos U$ 1,65 bilhões, o site fechou uma parceria com a CBS para disponibilizar programetes de assuntos variados. A CBS produz e comercializa; o YouTube disponibiliza o material e recebe um percentual do volume anunciado proporcional à audiência.

Para ilustrar a segunda frente de valor, referente ao conteúdo, temos como exemplo os blogs produzidos pelos evangelizadores de marca. A Coca-Cola, por exemplo, oferece para os estudantes mais “populares” viagens aos grandes eventos mundiais patrocinados pela marca. É necessário apenas que o felizardo consumidor mantenha atualizado um blog com a sua rotina da viagem. Recheada, claro, de muita Coca-Cola.

Ainda com a Coca-Cola temos o clássico Menthos x Coca-Cola Light. A brincadeira maluca possui mais de 1.000 horas de vídeo e uma infinidade de espectadores sem nenhum investimento das duas companhias. Gera consciência? Não sei, mas não há dúvida que dá um violento recall às duas marcas.

Outro refrigerante também tirou vantagem aparentemente sem propósito de mais um clássico da web. Um dos vídeos mais assistidos do YouTube, o Dance Evolution, tem o seu dançarino vestindo uma camisa da Crush. Imagine quanto a Pepsi não pagaria para ter sua marca impressa nessa camisa?

Independente da frente utilizada ou ainda da união dos dois formatos, o fato é que a web 2.0 descentraliza a geração de conteúdo e esse conteúdo pulverizado será responsável pela maioria absoluta da audiência. Essa audiência é importante para as marcas que estão dispostas a pagar por ela.


Do outro lado temos os consumidores criativos da rede que estão ganhando consciência do seu valor e não têm vergonha de serem remunerados ou beneficiados por isso. Com todo esse movimento podemos estar inaugurando, através desta tendência, a remuneração long tail da mídia na internet.

Propaganda e arte

Muitos de vocês já devem ter escutado uma nova música do cantor Seu Jorge, Eterna Busca, onde ele cita a cachaça Sagatiba. O caso está gerando polêmica em alguns blogs como o UpDateOrDie e o Pensar Enlouquece . A música está sendo chamada de jingle, Seu Jorge está sendo chamado de rei do jabá. E por aí vai.

Internacionalmente temos um exemplo recente que não gerou tanta polêmica assim. O
Absolut Kravitz. Nele a Absolut contratou o cantor Leni Kravitz para fazer uma música sobre as suas impressões da bebida. A mensagem é sutil. A marca não é citada em nenhum momento na música. A campanha conta com um site muito legal que além de disponibilizar a música e o vídeo clipe, trás mais um monte de informações. Vale à pena conferir.

Não resta dúvida que o patrocínio da arte sempre foi um tema polêmico o que não impede a convivência saudável entre ela, a arte, e a nossa propaganda. O fato é que quando existe uma interferência explícita, pouca adequação ao contexto, onde o patrocinador se destaca mais do que peça. Aí sim esse patrocínio incomoda. Seja em um show, seja em uma pintura, em uma peça de teatro, ou em uma simples música.

quarta-feira, dezembro 20, 2006

TV e Refrigerante

A Reuters publicou nesta semana em um relatório de 1.300 páginas o seu "Sumário Estatístico dos Estudos Unidos: 2007" com várias informações sobre a população norte-americana.

Em 2007, serão quase 10 horas diárias de consumo de mídia. A TV ainda reina soberana com 4 horas e meia. Outras 2 horas e meia vão para o rádio e mais meia hora para músicas gravadas. As horas restantes são gastas em leitura de jornais, na Internet, com vídeo games e leitura de outros tipos.

Seguindo a tendência dos ingleses, as projeções indicam que neste ano o tempo gasto per capta na Internet vai ser pela primeira vez maior que o tempo dedicado à leitura de jornais. Cerca de 97 milhões de usuários de Internet procuraram notícias online em 2005 e 92 milhões compraram algum produto online. Noventa e um milhões fizeram reserva de viagens, segundo os números, e 13 milhões criaram um blog.

E para acompanhar todo esse consumo, muito refrigerante. A agência notou também que os norte-americanos bebem cerca de um galão (3,78 litros) por semana, e metade desta quantidade de leite, água mineral, café e cerveja. Uma combinação perigosa que pode explicar outro número contido: cerca de dois terços dos norte-americanos vivem com sobrepreso e um terço destes são obesos.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Interatividade offline

O avanço da tecnologia possibilitou uma série de ferramentas para facilitar a interatividade no processo de comunicação. A comunicação avançou de monólogo à diálogo. Hoje é possível ter um feedback instantâneo a baixo custo. Conversar com o emissor de forma simples e eficiente, de um jeito nunca antes imaginado, gerando um grande número de idéias inovadoras e criativas.

Para os profissionais de comunicação o importante é não fazer a idéia refém da ferramenta. Ou seja, buscar essa interatividade de maneira simples e eficiente também nas mídias offline. É possível, por exemplo, em uma tradicional sala de cinema, com a peça exibida em película de 35mm conseguir interação. Mesmo eliminando todas as ferramentas e parafernálias eletrônicas da comunicação moderna.

O Uralsib Bank conseguiu este feito com uma ação simples e extremamente criativa na estréia do novo filme de James Bond, Cassino Royale na Rússia. O Uralsib é um banco que trabalha com financiamento para a casa própria e precisava de um apelo inovador para trabalhar a comunicação do seu produto em um país onde a posse do lar é uma coisa nova e sem tradição.

A agência criou um comercial interativo em película para rodar imediatamente antes do início do filme de James Bond. Em cena temos um detetive interrogando um suspeito. O réu explicava o porquê dele ter alugado o apartamento quando poderia tê-lo comprado.

Ainda sem se convencer, o detetive, em primeiro plano, olha para a câmara como se repassasse a pergunta para o público. De repente, para espanto geral da platéia, uma sombra atravessa a exibição e se escuta da platéia um “EU”. Um ator dentro da sala de cinema, contratado especialmente para a ação, começa a dialogar como o detetive explicando as ofertas de crédito do Uralsib e dizendo que não tinha desculpa.

Em nove dias, a ação foi repetida em mais de 100 salas de cinema em 17 cidades da Rússia, ganhando destaque como mídia da semana no site da CMD.

quarta-feira, novembro 22, 2006

Idéia ou operação, sua agência de comunicação é de quê?

Alexis Pagliarini, vice-presidente de relações institucionais da Ampro – Associação de Marketing Promocional, publicou um artigo interessante no Portal da Propaganda com as suas impressões sobre as discussões que ocorreram nos eventos pós-Cannes (MaxiMídia, Seminário Abemd, Brasil Promotion e Encontro Ampro). Leia aqui.

As conclusões dominantes, segundo Alexis, são as seguintes: “A idéia principal de uma grande campanha ou ação de marketing pode vir de qualquer disciplina e não mais da antes soberana propaganda. E que o hoje existe o rompimento das barreiras entre as múltiplas ferramentas de marketing e a conseqüente valorização de outras disciplinas que não a propaganda.”

Como Pagliarini mesmo comenta no seu artigo, todos já estão cansados de saber da importância da ação no PDV e que um evento pode ser mais relevante para a consciência de uma marca do que uma campanha para TV. Porém, todos ainda batem a cabeça para encontrar o formato, ou estrutura ideal, para atender essa nova demanda. Agência que se especializa. Grupo de comunicação que compra agência especializada. Agência que cria departamento de promoção ou recebem novos sócios com visão mais abrangente, ou ainda montam grupos de trabalhos multidisciplinares. E isso não é só no Brasil, mas em todo mundo.

O texto é muito bom, mas na minha opinião, peca em um ponto. O vice-presidente da Ampro não despreza o mérito da idéia central, ou big idea, porém, ainda foca a remuneração com base na efetivação das ações e não na venda das idéias. E desafia, “alguém aí já recebeu uma big grana só por gerar uma big idea?”.

Não resta dúvida que a efetivação de qualquer campanha gera mais receita do que a venda da idéia. Porém, a efetivação é commoditie. Esse é o ponto. As agências em primeiro lugar devem decidir onde irão convergir suas forças: operação ou idéias. Se for à operação, especialize-se, tenha a melhor equipe de operação. Se for de idéias, possua profissionais criativos multidisciplinares, que entendam de internet, promoção e também de propaganda, claro. E possua uma boa equipe de coordenação e uma carteira de bons fornecedores para a operação.

É o mesmo esquema que a publicidade tradicional faz com as produtoras de vídeo, áudio e fotografia. Um caminho estratégico pertinente, idéias brilhantes, bons fornecedores para produção. Ou alguém acha que quem produz o filme, grava o áudio e tira a foto é a agência? Ela acompanha tudo, no entanto, operacionalmente, não faz nada.

E para quem acredita na idéia de que idéia não dá dinheiro, pode ler o artigo de Maria Matuck, professora de Redação Publicitária, Criação de Ações Promocionais e do Programa de Orientação ao Portifólio ESPM. Aqui.
Ou, se prefeir, ler o livro de Joey Reiman, Idéias – Como usá-las para resolver seus negócios, sua carreira e sua vida, e conferir que Think Diferent e Just Do it foram idéias muito bem vendidas pela sua agência, a BrightHouse.

terça-feira, novembro 21, 2006

Tempo bom é tempo com Sol

Vejam que legal esta ação da SOL. Um excelente exemplo do bom uso da internet como mídia. Coisa de quem conhece o meio.


Você vai esperar pelo seu filho?

No mês passado li um comentário do CEO do Google, Eric Schmidt a respeito do desconhecimento por parte dos políticos americanos da força da internet. Ele afirmava que os políticos dos EUA precisam reconhecer o impacto que a grande rede pode causar no resultado de uma eleição.

Um trecho da sua entrevista ao Jornal Britânico Financial Times ele observou - "Muitos políticos não entendem muito bem o fenômeno da internet. Em parte pela idade. Em geral, o que eles sabem da internet é o que aprenderam com os seus filhos”.

Na sua entrevista ele comenta que a atual geração de políticos de lá (podemos até generalizar) possui intimidade com os meios eletrônicos tradicionais como o rádio e a TV. Estes dois veículos estão presentes nas suas vidas desde a juventude. Isso facilita o entendimento das implicações e potencialidades destes dois meios, assim como a sua atuação e utilização nas campanhas publcitárias.

E ele termina com uma provocação – “Se a televisão criou a atual geração de políticos, o que a internet fará com a próxima?”.

A declaração de Schmidt me fez entender um pouco a resistência e os paradigmas, não só dos políticos, mas de grande parte dos anunciantes e profissionais de propaganda. Quando eles nasceram não havia internet em casa. E quando havia era só para bater papo e passar e-mail.

Pois bem, eles não conhecem a internet, sua implicações, seu poder de informação, propagação e, principalmente, o seu baixo custo. Orkut, Second Life, Trama Virtual, Youtube, blog, Flickr, Wikipedia, são até conhecidos, mas talvez com pouca profundidade. Eles não estão presentes no cotidiano do anunciante como novela, encarte, GRP, ibope, tablóide.

Internet banner pode ser, mas Advergames e Adwords, nem pensar. O primeiro deve ser um novo vídeo game e o outro mais um desses editores de texto genérico. Será?

E você, vai aprender agora ou esperar pelo seu filho?

segunda-feira, outubro 30, 2006

Por onde vai começar o plano de mídia da sua nova campanha publicitária?

Em outro texto publicado aqui no Pitaco-1.blogspot.com e na revista Pronews (edição Especial do Comunicar 2006) já comentei sobre os indícios de falência do atual modelo comercial da mídia tradicional, em particular da nossa querida e conhecida televisão.

No último domingo 29/10/2006, soube de uma notícia que vai colocar ainda mais água nesse pirão. A novidade dessa vez vem do segundo maior anunciante do Brasil e um dos maiores do mundo: Unilever. A empresa está na segunda colocação entre os anunciantes brasileiros com um orçamento de comunicação de marketing de R$ 578 milhões (até setembro deste ano), onde R$ 474 milhões desse bolo foi destinado para o meio TV, segundo dados publicados pela Propaganda & Marketing.

Com a chamada “Better ROI From YouTube Video Than Super Bowl Spot” a matéria da AdAge mostra que é possível fazer sucesso sem investir em compra de mídia. E o que é melhor, a um custo muito mais baixo. Que existe GRP, ou melhor MIRP fora da tradicional mass media (TV, Rádio e Impressos). Utilizando um vídeo viral “Dove Evolution” a marca conseguiu o maior pico de tráfego da Campanha pela Real Beleza. O triplo do que tinha sido gerado pelo comercial que a marca veiculou ano passado no Super Bolw, o intervalo mais famoso da TV americana.

O filminho de 75 segundos, que já beira a casa dos 2 milhões de acessos só no YouTube, sem contar os acessos diretos via site da Dove, mostra a transformação de uma modelo de aparência normal, da cara lavada ao rosto perfeito. Uma tranformação da Xuxa turbinada com o Photoshop (software manipulador de imagens).

Fora da Internet, o filme também é a pauta da vez. Da clientela dos salões de beleza aos executivos da indústria americana de personal-care. Comentado na imprensa de mais de 10 países, incluindo Europa, Ásia e América Latina. O maior gerador de buzz-marketing dos EUA, no momento.

E aí? Por onde vai começar o plano de mídia da sua nova campanha publicitária?

sexta-feira, setembro 29, 2006

Que tempo antigo é esse que a gente vive.

A rede abc coloca no neste mês de outubro seu novo seriado. Mais um sucesso que segue na trilha de Desperate Housewives, Lost e Grey's Anatomy. Só que dessa vez com uma pequena diferença. A exibição será exclusiva pelo site. O primeiro grande programa totalmente online.

O plano comercial prevê 35 cotas que variam entre 100 e 200 mil dólares. 21 já estão vendidas. Entre os patrocinadores estão J&J, Procter & Gamble, Toyota Motor Sales, Century 21, JP Morgan Chase, Honda, Masterfoods, Nissan, Remax, Royal Caribbean, Sony, Sears, Subway e Visa.

Mais do que um seriado de sucesso, o projeto tem outras pretensões. Ele será na verdade um grande laboratório de pesquisa. Uma oportunidade para o veículo (ou seria emissora ou apenas produtora), e os anunciantes aprenderem e testarem o uso de novas tecnologias. Um estágio curricular avançado de TV interativa.

A rede de restaurantes Red Lobster , um dos patrocinadores do projeto, irá promover a volta, em edição especial, de um dos seus mais famosos pratos, o Endless Shrimp. Quando o comercial for ao ar irá aparecer na tela os pontos de venda da rede mais próximos do telespectador. E tem mais, se o internauta solicitar um pedido de entrega clicando no ícone delivery, participa de uma promoção onde ele concorre a um jantar especial. Tudo na hora, online, na frente da telinha.

Impressionante como os reclames do nosso “horário nobre” já são peças de museu. Já pensou, ter que esperar o telefone da pizzaria no final do comercial, dar a sorte de ter uma caneta do lado para anotar o número, pegar o telefone, ligar e fazer o pedido. Com um detalhe agravante, diferente do programa digital, a televisão não espera. Quando termina a ligação, já acabou o seriado.

Que tempo antigo é esse que a gente vive.

segunda-feira, setembro 25, 2006

O que você vai fazer nesta quinta?

O Brasil deve superar neste mês de setembro a Espanha e assumir a liderança no ranking dos países com a maior percentual de participação de internautas no total de usuários do YouTube. E por ironia, o motivo da virada será o vídeo da brasileira Daniela Cirelli tirando uns amassos com seu namoradinho em águas espanholas.

Analisando o caso da semana passada lembrei-me do exemplo utilizado pela BuzzMarketing no seu documento: Brands, Buzz and MIRP.

Para ilustrar o poder do buzz marketing, o pessoal utilizou como um dos exemplos o Video Music Awards da MTV americana. Em 2002, o programa passava por sucessivas quedas de audiência apesar de todo o esforço de divulgação. A audiência, que vinha na casa dos 12 milhões de espectadores, sofreu uma queda de 20% na edição de 2003. Pelo formato tradicional de medição, o GRP (Gross Rating Points) o VMA 2003 foi um fracasso. Será?

Por acaso alguém que está lendo esse texto agora se lembra do beijo entre Madonna e Britney Spears durante um evento da MTV? Lembra da quantidade de comentários sobre o beijo entre a musa teen e a diva pop? Se não lembra não faz parte dos mais de 100 milhões de impactos gerados, só nos Estados Unidos, por causa de um simples beijo de língua. A edição 2003 foi a mais comentada em toda a história da MTV.

Para quem não sabe, na próxima quinta-feira, 28 de setembro, vamos ter a edição nacional do prêmio, o Video Music Brasil. E adivinhem quem será a apresentadora? Ela mesma, Daniela Cicarelli. A celebridade mais comentada do Brasil na última semana. No site do prêmio já tem um concurso para a escolha da roupa que a ex de Ronaldo irá usar no último bloco do programa. E será que ela vai comentar sobre o assunto durante a premiação? Pode ser que muitas pessoas acreditem e apostem nisso, e se acontecer, o VMB vai ter a sua melhor audiência de todos os tempos.

E você, já tem programa para esta quinta-feira? Eu pelo menos vou estar sentadinho no sofá pra ver qual é.

sexta-feira, setembro 08, 2006

Não Existe Linha

Faz algum tempo que é comum escutar das agências de propaganda expressões do tipo “nós também pensamos comunicação below the line”. Peraí, alguém já parou para pensar quem foi que colocou essa linha? Alguém já perguntou a algum cliente saído de um supermercado com o carrinho cheio de marcas conhecidas se ele sabe que linha é essa? Já perguntou?

Pois é, quem quiser estar vivo no mercado de comunicação é melhor providenciar a quebra da linha antes que a linha os enforque. A quebra dela e de todas as linhas impostas pelos fornecedores de mídia e até pelas próprias agências. Dom Rossi já definiu muito bem em um dos seus artigos da AdvertisingAge que a mídia não é a televisão, não é a internet. Mídia não é o site, não é a revista. Mídia é o ponto de impacto com o consumidor. E ponto final.

Posso dizer que o mercado de comunicação está sofrendo uma grande evolução. Da mesma forma que o marketing nasceu se orientando para o produto e há pouco mais de 20 anos evoluiu direcionando suas ações para os clientes, vejo o nosso mercado ainda orientar as suas ações de comunicação aos veículos. Um mundo de idéias para pouco mais de uma dezena de opções de execução. Não tenho dúvida que a mídia foi a grande baliza da criatividade. Só que essa baliza não existe mais e pouca gente se deu conta disso.


Entender o consumidor, o contexto da comunicação e começar a campanha pela idéia para terminar no próprio consumidor. Se for PDV, se for TV, se for propaganda, se for promoção. Pouco importa. O importante é fazer uma comunicação relevante, alinhada com a estratégia da marca, que conte com a participação e envolvimento do consumidor. Se essa comunicação é below ou above the, on ou off line, mais uma vez, pouco importa. Pode perguntar a qualquer um que empurra carrinho de compras nos supermercados..

quinta-feira, agosto 10, 2006

Brand Activation

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Palestra UFPE - Ativação de Marca

Aulas FADEPE

Tópicos de Marketing 3

Aula 1 Aula 2 Aula 3 Aula 4 Aula 5 Aula 6

Marketing de Serviços
Aula 1

Aula 2

Artigo (Marcas Fortes nos Serviços)

Aula 4 (Power Point)

Exercício de Sala - Aula 5 (Power Point)

Aula 6 (Power Point) - NOVO

Aula 7 (Power Point) - NOVO

Seminário


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terça-feira, julho 25, 2006

FIDELIDADE SÓ FAZ BEM

No início desse último mês de julho, a Bullet abriu mão de um grande cliente em nome da fidelidade. Pulou fora do mercado de concorrências por job em nome do relacionamento duradouro com seus clientes. Acredita que com esse novo modelo conseguirá melhorar o sistema operacional da empresa assim como o seu faturamento.

Pode ser que não seja tão difícil. Segundo uma última pesquisa realizada pela AMPRO (Associação de Marketing Promocional), o faturamento do mercado de marketing promocional em 2005 foi da ordem de R$ 18 bilhões, com crescimento de 30% em relação ao ano anterior. Um desempenho de causar inveja a muitos outros setores.

Essa mesma pesquisa, realizada com 100 empresas do ranking das Melhores e Maiores da revista Exame, trouxe outro dado positivo, mostrou o aumento do leque de ferramentas promocionais utilizadas por parte das empresas. Ou seja, não é só o montante investido que está crescendo, o mercado está enxergando o marketing promocional de uma forma mais estratégica e profissional.

E é claro que todo esse movimento reflete de forma direta nos serviços oferecidos pelas agências de promoção. Criatividade, estrutura e capacitação são as palavras da vez. Mas como todo mundo sabe, tudo isso custa dinheiro. Investimentos. Em pessoal, equipamentos, etc. Então, como minimizar o risco e garantir o retorno financeiro desse investimento em um mercado que trabalha basicamente por job e não por contas?

A resposta é posicionamento. Posicionamento por parte das próprias agências de promoção. Como falou Guilherme Milnitsky, da PlanoTrio, as agências devem deixar de ser uma parceiro tático para se tornarem um parceiro estratégico. Parar de enxergar a ação promocional de forma pontual. Não é só fazer a promotora no ponto de venda ou o camarote do evento. É ir além da ação promocional pela ação promocional. É ir além do briefing pelo briefing. A colaboração está cada vez mais estratégica e com isso é impossível garantir um bom retorno com um envolvimento superficial e de curto prazo.

A Bullet não é primeira a tomar esse posicionamento. A The Marketing Store Brasil, por exemplo, prevê um cenário de 33% de crescimento no faturamento deste ano continuando com a sua política de só atender a contas e não jobs.

Muitos clientes já estão percebendo que fidelidade entre agência e cliente só faz bem para o negócio. Para o negócio do cliente, para o negócio das agências também. O mercado agradece.

quinta-feira, julho 20, 2006

Arquivo com a apresentação sobre planejamento promocional na UFPE.


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Meu horário Nobre quem faz sou eu

Durante a ExpoManagement, ano passado, o professor Peter Sealey falou sobre um fenômeno inscipiente no Brasil mas que já está assombrando fortemente os publicitários e marketeiros americanos: a decadência da televisão.

A mídia setuagenária criada na primeira metade do século passado, que ganhou força após a Segunda Grande Guerra, está sem fôlego. Um vovô engolido pelo surgimento de novos rapazes eletrônicos, como internet, e aparelhos DVRs, que apagam automaticamente os anúncios ao gravar um programa.

Segundo os números que ele próprio apresentou, as pessoas gastam, em média nos EUA, 17 horas por semana na internet, contra 14 horas em frente ao aparelho de televisão. Só os videogames consomem mais oito horas semanais. Detalhe, nada disso, internet e videogames, existia há 10 e 15 anos atrás, respectivamente.

Pois é, a internet realmente nos acostumou muito mal. Ampliou o acesso e nos deu poder de escolha. Nos libertou do horário nobre coletivo e criou o horário nobre pessoal. Joe Cappo em seu livro o Futuro da Propaganda diz que nosso cotidiano não aceita mais a rigidez de horário da grade televisiva. Quem consegue estar em casa as oito da noite em frente da TV? Quem fica até tarde esperando o último jornal da noite para ver os gols da rodada?

Sentar no sofá da sala as oito da noite é quase uma lenda, pelo menos para mim. Trabalho, aulas, academia, chope... Muitas atividades e pouco tempo. Já ficar até tarde esperando os gols, eu até que ficava. Não fico mais. Falo isso porque antes de começar o saudoso Mundial da Alemanha, li uma notícia que, entre o amistoso da Polônia e Colômbia, realizado um pouco antes do início da competição, houve um gol de goleiro. Era só o que a turma da pelada do sábado falava na agência. Fiquei louco para ver o tal gol, mas perdi o telejornal. E agora? O que fazer?

Agora é só acessar, pela manhã ou no seu horário nobre, o Youtube.com e procurar "goalkeeper Poland Colombia" (em português: goleiro polônia colômbia). 10 opções apareceram na tela em exatos 0,29 segundos. Mais rápido que um break comercial, que ironia. Matei minha vontade. Assisti. Assisti de novo. Várias vezes. E foi assim com os lances de maior interesse da Copa. A cabeçada de Zidane então, nem se fala, virou até webgame no site do Corriere della Sera (www.corriere.it) já no dia seguinte a final.

No dia em que a "audiência" conhecer o Youtube.com, para lance de futebool virar capítulo de novela é questão de tempo. Tempo para alguém gravar a exibição do folhetim, colocar no site e esperar o horário nobre de cada um que quiser assistir.

sexta-feira, maio 26, 2006

Chamem o Diretor Criativo

Último dia 18, li no Valor Econômico uma matéria interessante sobre o posto de Diretor Criativo. Não, não estamos falando de agências de comunicação como a nossa. Estamos falando de empresas “normais”. Normais como uma fábrica de sabão, padaria ou construtora, por exemplo.

A matéria cita uma consultoria em São Paulo, a Triptyque, formada por 4 arquitetos que cursaram juntos a Escola de belas Artes de Paris. A empresa que começou na França já está há quatro anos em São Paulo. Eles dão consultoria de design para marcas, produtos e projetos arquitetônicos. Diretores de Arte da vida.
Dentro da filosofia aplicada pela Triptyque, alguns pontos da matéria me chamaram a atenção. Independente do serviço de consultoria prestado, vejo que a valorização do “capital criativo” é um caminho sem volta para empresas. Para todas as empresas. A grande mudança pós-sociedade industrial.


Até aí, nenhuma novidade. Domenico Di Masi canta essa bola em pelo menos dois dos seus livros Sociedade Pós-Industrial, e Criatividade e Grupos Criativos (clique para comprar na Submarino). A questão é que esses conceitos que até então freqüentavam apenas reuniões de planejamento estratégico das grandes marcas mundiais, estão sendo aplicados na prática, no Brasil, por médias, pequenas e micro empresas.

A equação é simples. Em homenagem a minha mão que queimou no último domingo por causa de uma garrafa térmica, experimente comprar uma. Se for pesquisar no google, só o site Bondfaro.com oferece 42 opções iniciais. Todas fazem a mesma coisa: mantém a temperatura do líquido interno. E de preferência, não explodem.
Qual a diferença, “capital criativo”. É esse atributo que tem feito a dissemelhança num mercado de consumo em que os produtos se parecem demais. Com esse mundo de opções, as pessoas querem mais beleza e criatividade naquilo que os rodeia. A parte industrial, financeira e logística tem o seu valor. Mas como diz Peter Sealey, com um bom software, todos fazem muito bem isso.


Tem mais um item na pauta dos executivos além de MBA’s: Arte. Mais cinema, mais design, mais música, mais diversão. E na próxima reunião chamem o Diretor Criativo.

quinta-feira, maio 18, 2006

Glossário de Promoção e Merchandising

O Comitê de Promoção & Trade Marketing da ABA, em conjunto com a Popai Brasil e Tantum, se organizaram e criaram o glossário de promoção e merchandising.

De "abordagem" a "woobler", o arquivo trás definições de várias peças de PDV além de termos técnicos utilizados pelas agências, empresas e fornecedores.

Uma peça muito últil para o dia a dia do profisional de marketing e comunicação. O documento já está na sua 5º atualização. Para baixar o arquivo é só clicar AQUI com o botão direito do mouse e escolher a opção "Salvar destino como...".

Anunciantes resistem as novas mídias

Algumas declarações importantes de Murray Dudgeon, chefe de operações globais da Universal McCann, durante a sua visita ao Brasil no início desse mês de maio.

  • "mais cedo ou mais tarde as pessoas vão acabar sendo demitidas por usarem exclusivamente a televisão". Há 10 anos atrás quem falasse isso dentro de uma agência seria considerado louco.

  • "uma campanha baseada só na televisão e anúncios impressos, por mais criativa que seja, pode não ser suficiente para conquistar o consumidor". Outro loucura.

  • "nos Estados Unidos se pode alcançar o mesmo número de consumidores usando uma combinação de meios alternativos - como mensagens de texto por celular e anúncios em ferramentas de busca na internet - que ao anunciar nas principais redes de TV em horário nobre". Custo menor. Trabalho maior. Eficiência igual. Essa é a equação desafio que os profissionais de propaganda e marketing precisam resolver.

  • "o que a companhia está fazendo hoje é tentar entender a eficiência comparativa dos diversos meios". Ninguém ainda sabe a resposta. Estão todos no mesmo barco.

  • "A chave para o trabalho das agências é saber como usar todas essas novas tecnologias e medir sua eficiência". Sinal de oportunidade.

quarta-feira, maio 17, 2006

Loja de vizinhança é preferência entre os consumidores

Preço, variedade de produtos e localização. A dona-de-casa Hilda Trindade da Silva Santos leva a sério esses três fatores na hora de escolher o seu local de compra. ''Se eu preciso comprar algumas coisinhas para reposição, acabo recorrendo às padarias, açougues, drogarias e armazéns que ficam perto de casa. As lojas dessa redondeza tem variedade e o preço é acessível'', relata a dona-de-casa, que reside no bairro do Campo Limpo, zona sul de São Paulo.

Estudo envolvendo mais de 70 categorias dos setores de alimentos, higiene, limpeza e bebidas não-alcoólicas, elaborado pela LatinPanel para a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), constatou essa nova realidade, numa base amostral que representa 82% da população e 91% do potencial de consumo do país.
De 2001 a 2005, o consumidor aumentou a freqüência de compra em canais como drogarias, açougues, mercearias, entre outros. O estudo da LatinPanel mostra também que os demais canais tiraram consumidores dos supermercados entre 2001 e 2005. As farmácias, o varejo tradicional, o porta-a-porta e outros canais vêm conquistando consumidores dos supermercados.

Drogaria, Banco e Casa Lotérica são os grandes destaques para os brasileiros em geral. Portanto, quando analisado por classe percebemos que na Classe AB ganha destaque o serviço estacionamento, pela maior presença de carros. Já na classe DE o serviço que se destaca é espaço infantil, devido maior presença de crianças nesta classe.

Números da pesquisa
Freqüência: Subiu muito a freqüência mensal em canais alternativos. De 5,4 (2001) para 12,4 (2005). No supermercado esse índice era de 4,2 (2001) e se manteve quase estável em 4,8 (2005).

Volume: Em 2001 os supermercados representavam 73% das vendas. Esse número caiu para 68% (2005).

Transporte: A pé: 62% - De carro: 40%. - De ônibus: 21%.

Marca ou loja: 48% compram preço entre marcas. 39% comparam preço entre lojas.

Loja preferida e loja freqüentada: 14% dos consumidores preferem realizar suas compras em lojas de até 3 check-out´s - 90% freqüentam as mesmas. 38% preferem realizar em lojas de mais de 10 check-out´s e 67% freqüentam essas lojas.

Infiel: Muda de marca se não encontra a sua preferida.
Limpeza: 72% - Bebidas não-alcoólicas: 64% - Alimentos não-perecíveis 62% - Congelados e resfriados 60%

Fiel: Não leva o produto se não encontra a sua marca preferida
Pratos prontos 61% - Bebidas alcoólicas 52% - Ração para animais 51% - Eletroeletrônico (48%).

terça-feira, maio 16, 2006

Aula 19

Relações Públicas
Assunto: Conceito, funções, tarefas, vantagens, ferramentas, decisões estratégicas e medição de resultados.

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quinta-feira, maio 11, 2006

A Internet e o Consumidor de baixa renda

No artigo "A internet e o consumidor de baixa renda" publicado na HSM Management, Roberto Guarnieri, especialista em publicidade digital no País, afirma que é um erro estratégico das empresas considerarem o acesso a Internet pelas classes C e D uma realidade de médio ou longo prazo. Que a grande rede de computadores deve ser incluida como ferramenta de marketing e comunicação para este público e já. Como exemplo cita o celular, que passou de artigo de luxo a instrumento banal de comunicação. Quem não sair na frente agora, vai ter que corre atrás depois.

Segue um pequeno trecho abaixo.

"É um erro subestimar a rapidez com que se pode dar a inclusão de milhões de consumidores como usuários da internet. O Brasil tem o exemplo dos celulares que passaram num curto espaço de tempo de artigo de luxo a instrumento banal de comunicação pessoal. Hoje a luta das operadoras de telefonia celular não é mais focada principalmente sentido de cooptar clientes, mas de fazer com que troquem de plano ou de aparelho, agregando cada vez mais possibilidades tecnológicas absorvidas com uma avidez espantosa. Os mais pobres são um público que sempre chega depois, mas com um ânimo invejável para elevar as curvas de consumo. Todos querem beber na fonte da modernidade. E neste momento histórico ela está funcionando num lugar chamado internet." Roberto Guarnieri